Três execuções estão
previstas para esta quinta-feira (13) nos Estados Unidos, em uma
coincidência de datas que não ocorre há quase 16 anos. Tennessee,
Alabama e Oklahoma planejam aplicar a pena de morte por injeção letal em
Anthony Darrell Hines, Jeremy Williams e Carlos Cuesta-Rodriguez,
respectivamente.
Se
todos os procedimentos forem realizados, será a primeira vez desde 7 de
janeiro de 2010 que três pessoas serão executadas no mesmo dia no país.
Naquela ocasião, condenados foram mortos nos estados de Louisiana, Ohio
e Texas.
Uma
situação semelhante chegou a ser prevista para 2018, mas apenas uma das
três execuções programadas ocorreu. Um condenado no Texas recebeu uma
suspensão da pena, enquanto no Alabama problemas para estabelecer o
acesso intravenoso impediram que o procedimento fosse concluído.
Robin
Maher, diretor-executivo do Death Penalty Information Center, afirmou à
Associated Press que a concentração de três execuções em uma única data
é incomum e atribuiu a situação principalmente a uma coincidência de
calendário. Segundo ele, atualmente um grupo reduzido de estados
concentra a aplicação da pena capital nos EUA.
Em
2025, 47 pessoas foram executadas em 11 estados, maior número
registrado desde 2009. A Flórida liderou a estatística, com 19 casos,
seguida por Alabama, Carolina do Sul e Texas, com cinco cada. Tennessee
realizou três execuções, enquanto Oklahoma, Mississippi, Arizona e
Indiana registraram duas cada. Louisiana e Missouri tiveram uma.
Antes
das três execuções previstas para esta quinta, 19 pessoas haviam sido
executadas em quatro estados ao longo de 2026. Em julho, a Flórida
chegou a aplicar a pena de morte a dois condenados no mesmo dia.
Anthony Darrell Hines será executado no Tennessee
No
Tennessee, Anthony Darrell Hines, de 66 anos, foi condenado pela morte
de Catherine Jean Jenkins, de 54, em 1985. A vítima trabalhava como
camareira em um motel de Kingston Springs quando foi morta a facadas.
Hines
recebeu a pena de morte em 1986, conseguiu posteriormente uma nova
audiência para definição da sentença e voltou a ser condenado à execução
em 1989.
A
aplicação da pena ocorre três meses depois de o Tennessee interromper a
tentativa de executar Tony Carruthers. Naquele caso, a equipe
responsável conseguiu instalar uma via intravenosa, mas passou mais de
uma hora tentando estabelecer um segundo acesso, exigido pelo protocolo.
O governador Bill Lee suspendeu o procedimento e concedeu a Carruthers
um adiamento de um ano.
Hines
tentou impedir sua própria execução alegando problemas de saúde,
incluindo sequelas de dois derrames, e questionou a qualificação do
médico envolvido no procedimento anterior. Os pedidos para suspender a
pena não foram aceitos.
Jeremy Williams pediu que sentença de morte fosse cumprida
No Alabama, Jeremy Williams, de 42 anos, será submetido à injeção letal pela morte de Kamarie Holland, de 5 anos, em 2021.
Williams
se declarou culpado pelo estupro e assassinato da menina e abriu mão de
recursos para tentar impedir a execução. Ele próprio pediu que a
sentença de morte fosse cumprida.
Caso
o procedimento seja realizado, será a primeira execução do Alabama em
2026. Uma execução por hipóxia de nitrogênio prevista para junho foi
suspensa depois que um juiz federal considerou o método inconstitucional
no caso analisado.
Williams também foi acusado, em 2022, pela morte de sua filha ainda bebê, ocorrida no Alasca em 2005.
Carlos Cuesta-Rodriguez será o terceiro executado em Oklahoma no ano
Oklahoma
pretende executar Carlos Cuesta-Rodriguez, de 70 anos, condenado pelo
assassinato da então companheira, Olimpia Fisher, em 2003. Caso a pena
seja aplicada, ele será o terceiro condenado executado pelo estado neste
ano.
Segundo
a acusação, Fisher, de 43 anos, pretendia terminar o relacionamento
quando foi baleada por Cuesta-Rodriguez na casa onde viviam, em Oklahoma
City. Após o primeiro disparo, ele esperou cerca de oito minutos antes
de atirar novamente e matá-la.
A
defesa pediu que a sentença fosse substituída por prisão perpétua sem
possibilidade de liberdade condicional e apresentou informações sobre o
histórico de saúde mental do condenado. Em julho, porém, o Conselho de
Perdão e Liberdade Condicional de Oklahoma rejeitou por 3 votos a 1 uma
recomendação de clemência.
Durante
a audiência, o próprio Cuesta-Rodriguez afirmou que não queria receber
clemência e manifestou arrependimento pela morte de Fisher. A execução
permanece marcada para esta quinta-feira.