O cenário econômico começou a semana sob
influência da escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, da
desaceleração da inflação brasileira e da expectativa por novos
indicadores de atividade. A avaliação é do Rabobank, que destaca o
aumento das incertezas para a formação dos preços globais diante da
troca de ataques e da fragilidade do acordo provisório de paz entre os
dois países.
No mercado cambial, o dólar encerrou a semana anterior cotado a R$
5,1086, com valorização de 1,2% do real frente à moeda americana, o
terceiro melhor desempenho entre 24 moedas emergentes. Ainda assim, a
instituição projeta que a cotação volte a R$ 5,35 até o fim do ano,
considerando a expectativa de menor diferencial entre juros locais e
externos ao longo de 2026, uma possível recuperação global do dólar e o
quadro fiscal doméstico em um ano eleitoral.
A inflação também apresentou sinais de moderação. O IPCA avançou
0,16% em junho, abaixo das projeções de 0,31% do mercado e do próprio
Rabobank, após alta de 0,58% em maio. O principal alívio veio da
alimentação no domicílio, enquanto habitação e transportes ainda
sustentaram o índice.
No Brasil, a agenda da semana inclui indicadores de atividade
referentes a maio. Para o volume de serviços, a projeção é de alta de
0,2% na comparação mensal e de 1,1% em 12 meses. As vendas do varejo
restrito e ampliado são esperadas com avanço de 0,8% no mês, enquanto o
IBC-Br tem estimativa de queda de 0,1% na margem e alta de 0,2% em 12
meses. Na região, também serão divulgados dados sobre desemprego e
atividade econômica no Peru, além de indicadores de atividade da
Colômbia.