O Tribunal de Justiça de Goiás concedeu separação de corpos a uma
moradora de Jataí e permitiu que ela afaste de casa o marido que se
viciou em jogos de apostas.
Mulher
relatou em processo que o esposo desenvolveu vício em jogos de azar
online, como Bets e Tigrinho. O casal estava junto desde 2021, quando
casaram sob o regime de comunhão parcial de bens e não tiveram filhos
desde então, conforme decisão obtida pelo UOL.
O
réu teria usado o patrimônio conjunto e individual da companheira ao
longo do tempo. A mulher relata que ele entregou um veículo dela para
quitar dívidas feitas com agiotas, além de ter praticado fraudes em seu
trabalho -que necessitaram de ressarcimento.
A
vítima também contou que passou a arcar sozinha com as despesas do lar.
Ela diz que pagava, paralelamente, contas relacionadas a construção do
imóvel do casal, que foi construído em terreno obtido em nome do
companheiro antes de se casarem.
Juiz
decidiu, na última quinta-feira, que a permanência do homem na
residência representava perigo. "A manutenção do réu no lar conjugal,
diante da tensão e do risco financeiro e social narrados (envolvimento
com agiotagem), representa perigo à integridade física e psicológica da
autora", escreveu o magistrado Daniel Maciel Martins Fernandes.
Fernandes
também determinou a indisponibilidade do bem imóvel do casal. A medida
impede a venda, doação ou oneração dele, que poderia ser usado
eventualmente pelo homem contra a vontade da mulher.
Advogados
dela também pediam o bloqueio financeiro dele, o que foi negado pelo
TJ. O juiz disse, no entanto, que o pedido poderia ser reanalisado em
outro momento da ação, caso sejam "demonstradas circunstâncias
excepcionais que justifiquem a adoção da medida".
A
Justiça agendou ainda uma audiência de Conciliação. Depois disso, o réu
terá 15 dias para apresentar uma resposta a respeito do caso.