Um tribunal da cidade de Nyon, na Suíça, começou a analisar nesta semana
um caso de suposto estupro envolvendo um piloto profissional que
frequentava o círculo próximo de Michael Schumacher. A acusação foi
apresentada por uma enfermeira que integrava a equipe responsável pelos
cuidados do heptacampeão mundial de Fórmula 1.
De acordo com o
relato da mulher, o episódio teria ocorrido em novembro de 2019, durante
uma confraternização realizada na residência da família Schumacher.
Apesar de o caso ter acontecido há quase seis anos, a denúncia formal
foi registrada apenas em outubro de 2025.
Segundo os
documentos apresentados à Justiça, a enfermeira participou do encontro
após encerrar seu expediente. Durante a celebração, ela consumiu bebidas
alcoólicas e passou mal. Colegas teriam então a levado para um quarto
da casa para que pudesse descansar.
A acusação afirma que, algum tempo depois, o piloto australiano Joey Mawson entrou sozinho no cômodo onde a mulher dormia.
Ao despertar, a
enfermeira relatou ter encontrado Mawson ao seu lado e afirmou que
estava sem roupas. Ela também declarou ter sentido dores nas regiões
vaginal e anal e notado manchas de sangue nos lençóis, circunstâncias
que a levaram a suspeitar de abuso sexual.
Joey Mawson
reconhece que houve relação sexual entre os dois, mas rejeita qualquer
acusação de violência. A defesa do piloto sustenta que o encontro foi
consensual e contesta a versão apresentada pela denunciante.
O caso agora será
analisado pela Justiça suíça, que deverá ouvir testemunhas e avaliar as
provas reunidas durante a investigação antes de chegar a uma decisão.
Além do processo
criminal, Mawson enfrenta atualmente outra controvérsia fora das pistas.
O piloto também cumpre uma suspensão relacionada a um caso de doping no
automobilismo.