O mercado internacional de soja segue subindo levemente na Bolsa de
Chicago no início da tarde desta sexta-feira (22), em um movimento de
recuperação técnica. Após uma sequência de perdas ao longo da semana, os
contratos voltam a operar em terreno positivo, impulsionados pelo
reposicionamento de fundos antes do fim de semana prolongado do Memorial
Day nos Estados Unidos (que manterá a bolsa fechada na segunda-feira,
25), mas também de olho nas altas do milho, do trigo e do petróleo.
Os futuros da oleaginosa, por volta de 13h (horário de Brasília),
subiam de 2 a 2,50 pontos nos principais contratos, com o julho e o
agosto valendo US$ 11,96 por bushel. O novembro tinha US$ 11,88.
O grão pegou carona na alta do óleo e, principalmente do farelo de
soja, que sobe mais de 1% na tarde desta sexta-feira, e permanece de
olho nas tensões geopolíticas no Oriente Médio e na manutenção do
bloqueio no Estreito de Ormuz. Uma possibilidade de acordo entre Irã e
EUA, porém, continua sobre a mesa.
A dinâmica dos preços ainda reflete um cabo de guerra entre fundamentos, fatores técnicos e o comportamento do complexo soja.
Embora o avanço do plantio da safra americana 2026/27 siga em ritmo
forte e sob condições predominantemente favoráveis — fator que vinha
limitando altas expressivas —, o mercado monitora de perto qualquer
mudança para os próximos no Corn Belt.
Ainda neste final de semana, o mercado internacional da soja recebe a
notícia de novas baixas graduais das retenciones na Argentina - as
quais deverão chegar na soja apenas em 2027 - atento aos impactos que a
medida anunciada por Javier Milei possa ter sobre os grãos de uma forma
geral.