Polícia Civil prende mandante e esclarece execução de fazendeiro de RO que teve a orelha decepada
Polícia prende mandante e identifica executores do assassinato de João Sucuri ligado a vingança e facção no Acre
Fonte: Rondôniaagora |
25/03/2026
(Foto: Reprodução)
A Polícia Civil de Rondônia prendeu o mandante e identificou os
envolvidos na execução do fazendeiro João Paulino da Silva Sobrinho,
conhecido como “João Sucuri”, morto a tiros em uma emboscada na manhã de
29 de abril de 2025, na região de Extrema.
A apuração foi conduzida pela delegada Keity Mota Soares, com atuação da
equipe da 9ª Delegacia de Polícia (Distrito de Extrema) e apoio da 2ª
DP de Porto Velho, sob coordenação do Departamento de Polícia
Metropolitana (DEPOM).
Emboscada e ataque armado
Segundo a investigação, o fazendeiro e um vaqueiro foram surpreendidos
por um grupo de 5 a 6 homens armados e encapuzados. O funcionário foi
atingido de raspão e conseguiu fugir pela mata.
João Sucuri foi atingido por vários tiros, com lesões na cabeça e no
rosto que causaram a morte ainda no local. Após o crime, os assassinos
deceparam a orelha esquerda da vítima.
Invasão da fazenda e ameaças
Após a execução, o grupo invadiu a sede da propriedade rural, manteve
mulheres e crianças reféns — incluindo um bebê de dois meses — e exibiu a
orelha da vítima para intimidar a família. Durante a ação, também foram
incendiados veículos e estruturas da fazenda.
Investigação alcança o Acre
A investigação avançou por meses e ultrapassou a divisa estadual. Com
apoio das polícias Civil e Militar do Acre, foram realizadas ações em
território acreano, incluindo operações em Plácido de Castro para
cumprimento de mandados de busca e apreensão.
As diligências permitiram identificar os executores, que foram
contratados no Acre e têm ligação com a facção Comando Vermelho.
Mandante preso e motivação
O inquérito apontou que o crime foi encomendado por Nilson Pereira dos
Santos, fazendeiro vizinho da vítima, preso e identificado como
responsável pelo planejamento e financiamento da execução.
A motivação, conforme a investigação, foi vingança, já que Nilson
atribuía a João Sucuri a morte de seu filho ocorrida em 2024.
Segunda prisão e participação direta
Também foi presa preventivamente Auricleia Souza Ferreira, conhecida
como “Theinha”, residente no Acre. A perícia identificou que ela
escreveu bilhetes com ameaças deixados no local do crime.
A investigação também apontou que ela recebeu parte do pagamento pela
execução.
Foragidos
A Polícia Civil identificou três envolvidos que seguem foragidos:
Jaime Vilchez de Souza
Kenas de Carvalho Ferreira
Elves de Carvalho Ferreira
As imagens dos suspeitos foram divulgadas acima para auxiliar na
localização e cumprimento dos mandados de prisão.
Denúncias
Informações sobre o paradeiro dos foragidos podem ser repassadas de
forma anônima pelo telefone 197. O sigilo é garantido.